OIS

Uma Jornada pela Inovação

quarta-feira, julho 7th, 2010 | Uma Jornada pela Inovação | Nenhum Comentário

Lançamento do Fórum de Inovação FGV EAESP UFBA

Na semana passada, o livro acima foi lançado em Salvador, pelo professor e amigo Cláudio Cardoso. Com textos de muitos professores de lá e de cá, a sua leitura é prazerosa e está recheado de casos e experiências interessantes dos vários co-autores. Além de uma pequena contribuição de texto, fiz também a orelha do livro, que abaixo transcrevo, àqueles que se interessam sobre inovação e gostam da Bahia. E quem não gosta?!

por Moysés Simantob

O que a Bahia tem? Tem faróis e belas praias, tem a baiana do acarajé, tem as festas populares, tem patrimônio arquitetônico, tem uma multiculturalidade harmoniosa que alimenta uma das mais ricas indústrias criativas do mundo e tem muito mais.

Se isso tudo não bastasse, agora tem o FIBA - Fórum de Inovação da Bahia.

Acolhido na manjedoura da UFBA, o FIBA é um movimento, uma autêntica rede de entidades, que nasceu para criar mais um espaço de debates sobre o tema inovação, juntando-se às várias outras iniciativas de inovação que têm na Bahia.

O seu foco são as organizações inovadoras.

Se almejamos transformar o Brasil em uma “sociedade inovadora”, sua popularização traz inegáveis benefícios e uma mudança cultural se faz mais que necessária.

Dessa forma, o FIBA ousa se constituir num laboratório vivo para atrair e desenvolver ações inovadoras responsáveis para uma sociedade futura melhor. E como sustentabilidade e inovação são disciplinas indissociáveis será natural que a trajetória do FIBA passe por reflexões como esta “será que o que antecede a inovação não são novos princípios e novos valores?”.

Talvez mais adiante, os criadores do FIBA se refiram è ele cantarolando : “Eu nasci assim, eu cresci assim…”, e seu foco se amplie para as organizações inovadoras sustentáveis na busca de uma verdadeira sociedade inovadora sustentável.

Neste livro, diante deste quadro, o processo de inovação ganha complexidade, porque as idéias para inovação podem vir de diversas fontes, internas e externas à empresa, e entre elas destaca-se a universidade, que pela via da difusão do conhecimento, passa a incorporar a “função de desenvolvimento econômico, por meio de incubadoras, parques tecnológicos e centros de pesquisa cooperativa”.

É nesse berço que o FIBA se instala para, com o vigor de duas instituições brasileiras de “peso”, UFBA e FGV , possibilitar que suas pesquisas forneçam novos aceleradores de geração de riqueza e aumento de competitividade local.

Como ninguém constrói nada sozinho, nesta obra você descobrirá o poder da “Rede de Redes”, formadas por muitas redes de conhecimento e, agora, interligadas, por três Fóruns de Inovação, o de São Paulo , o de Porto Alegre e o da Bahia.

Parece que é assim que se forma uma verdadeira comunidade de interesse, de uma união que ninguém espera: paulistas, gaúchos e baianos trabalhando juntos.

Esta publicação é a primeira contribuição do Fórum de Inovação Bahia (FIBA) na ampliação do debate sobre os desafios das organizações inovadoras, e traz consigo o desejo de inspirar novas publicações sobre o tema na região nordeste do país, bem como, a adesão de novas instituições de pesquisa aos Fóruns de Inovação, ampliando a sua atuação no Brasil.

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Eco4Planet

quinta-feira, novembro 5th, 2009 | Eco4Planet | Comments Off

Imagine que suas buscas na internet podem ajudar o planeta. No GoogleEco4Planet” a cada 50 mil buscas realizadas por meio da ferramenta, uma árvore é plantada. Na página principal é possível ver o número de acessos e quantas árvores já foram plantadas.

E tem mais, ao entrar no site, seu fundo da tela é preto, nem parece o Google, mas essa mudança visa economizar 20% da energia do monitor. Seu objetivo principal é diminuir a emissão de gás carbônico durante nossas atividades diárias.

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O Papel da Inovação e a Necessidade de Florescimento das OIS - Organizações Inovadoras Sustentáveis no Brasil

quinta-feira, dezembro 11th, 2008 | O Papel da Inovação e a Necessidade de Florescimento da | Nenhum Comentário

por Moysés Simantob

O termo inovação é uma polissemia - palavra que assume diferentes significados e que necessita de um contexto para melhor ser compreendido. Se tomarmos a sua aplicação no contexto das organizações, onde a sua prática é exercida com a finalidade de geração de valor econômico e, mais recentemente, de valor socioambiental, ela assume o papel de qualquer mudança que eleve o desempenho da organização.

Se a ótica for a (re) definição de um novo padrão de competição no mercado que altere as regras do jogo de um setor de negócio, no qual o consumidor perceba valor - por exemplo, uma conveniência que facilite a sua vida ou uma experiência que o emocione e traga mais prazer de viver -, a inovação se revela no design funcional e na simplicidade de uso, como fez a Apple recentemente com o lançamento do Ipod.

Mas a inovação não acontece só dentro de empresas e sua influência não ocorre apenas em mercados. A sua ação se dá também nas ruas, em movimentos populares que fazem surgir uma diversidade de comunidades artísticas, como se pode notar pela popularização e pelo alcance internacional do hip hop e de outros movimentos sociais que levam a música, a arte e o esporte para a periferia das grandes cidades. Eles revelam grande influência em diferentes classes sociais, que estimula um repensar e um redesenho de padrões de comportamento, de consumo e, cada vez mais, de linguagem – quem já não ouviu jovens da classe média repetir a gíria que se consolidou como bordão: `tá ligado´ ? Em resumo: se a música vende, atende uma necessidade do consumidor que a consome e gera valor para quem a produz, mesmo Schumpeter não duvidaria da eficácia deste tipo de inovação.

A organização além de inovadora pode fazer por merecer o selo “inovadora-sustentável” quando a inovação que promove ultrapassa a capacidade de sobreviver, crescer e perpetuar da organização, o que per se já não significa pouco. Inovação cuja finalidade esteja relacionada com políticas e iniciativas que respeitem a sociedade e o meio ambiente. E cuja ação nasça de uma prática deliberada e em base sistemática que permita orientar esforços, recursos e metas para enfrentar os desafios que possam contribuir para avançar na busca de padrões de desenvolvimento sustentável, dentro de uma perspectiva duradoura e consistente. Dessa maneira, ela se torna de fato uma organização alinhada ao desenvolvimento regional, nacional, infranacional, em suma, do planeta.

O desafio para as empresas é perseguir, de acordo com Ignacis Sachs, a sustentabilidade do desenvolvimento, que se desagrega em cinco dimensões: a sustentabilidade social, econômica, ecológica, espacial e cultural. A primeira refere-se à construção de uma sociedade com mais eqüidade, que seja capaz de reduzir as desigualdades sociais e regionais. A sustentabilidade econômica inclui a preocupação com o uso eficiente dos recursos. A sustentabilidade ecológica acontece a partir de ações que visam a aumentar a capacidade de suporte do planeta para fins socialmente válidos, tais como limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos esgotáveis e redução da poluição. A sustentabilidade espacial refere-se à busca de uma configuração rural-urbana equilibrada e uma melhor solução para os assentamentos humanos. A sustentabilidade cultural caracteriza-se pelo respeito que deve ser dado às diferentes culturas e às suas contribuições para a construção de modelos de desenvolvimento apropriados às especificidades de cada ecossistema, cada cultura e cada local.

Assim sendo, as OIS são aquelas empresas que buscam um desenvolvimento socialmente includente, tecnologicamente prudente e economicamente eficiente.

E qual é o desafio para o Brasil, uma nação com um Sistema Nacional de Inovação incompleto e descontínuo, com infra-estrutura tecnológica mínima., que possui ciência e tecnologia mas não a transforma em efetivo sistema de inovação? É justamente o de criar condições para que floresçam no país políticas voltadas basicamente para a difusão da inovação, com forte capacidade doméstica de absorver os avanços técnicos gerados nos sistemas maduros que têm, por sua vez, a capacidade de manter o país próximo à (ou na) fronteira tecnológica internacional.

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